segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ciência é um luxo?

 
Texto do Blog Química Viva sobre o editorial de Peter Gölitz, "Twitter, Facebbok, and Open Access" que sairá em breve na revista Angewandte Chemie International Edition, um importante periódico da área. Levanta a discussão sobre acesso aberto às publicações e à "mercantilização" da ciência decorrente dos custos desta abertura ou não.
 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Atividade Física não é sinônimo de qualidade de vida

 
Tese de Doutorado da Professora Ana Lúcia Padrão do Santos, da Escola de Educação Física e Esportes da USP, aborda o equívoco de acreditarmos que qualquer atividade traz qualidade de vida. Mais um mito sendo explicado sobre o assunto.

Texto Agência USP.
 

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Acidez do Azeite

 
Explicação clara e didádica sobre a "acidez do azeite". Texto: Neide Rigo do Come-se.
 

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

NÃO ENGULA O CHICLETE!

 
Lançamento:
NÃO ENGULA O CHICLETE!
Mitos, meias verdades e mentiras descaradas sobre o corpo e a saúde (MEDICINA).
E. CARROLL, AARON E C. VREEMAN, RACHEL

Se alguém engolir um chiclete ele fica mesmo sete anos grudado no estômago? A boca de um cachorro é realmente mais limpa do que a de uma pessoa? Essas e outras dúvidas sobre corpo humano e saúde são esclarecidas pelos pediatras americanos Aaron Carroll e Rachel Vreeman com base em pesquisas científicas documentadas e realizadas por instituições respeitáveis. Com texto bem-humorado e descontraído, os autores apresentam justificativas fundamentadas em estudos conduzidos com rigor científico que desmentem ou reafirmam mitos que ouvimos desde sempre sobre o que devemos ou não fazer para cuidar da saúde.

Sobre os autores:

Aaron Carroll é professor-associado de Pediatria e diretor do Cento de Pesquisa em Políticas de Saúde e Profissionalismo, na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana.
Rachel Vreeman é professora-assistente de Pediatria no Centro de Pesquisa em Serviços Pediátricos, na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, e codiretora de Pesquisa Pediátrica para o Modelo Acadêmico na Prevenção e no Tratamento de HIV/AIDS [AMPATH].
  
Texto: Editora Martins Fontes.
 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Amendoins e câncer

   
Jason M. Crawford, Tyler P. Korman, Jason W. Labonte, Anna L. Vagstad, Eric A. Hill, Oliver Kamari-Bidkorpeh, Shiou-Chuan Tsai & Craig A. Townsend. Structural basis for biosynthetic programming of fungal aromatic polyketide cyclization. Nature 461, 1139-1143 (22 October 2009); doi:10.1038/nature08475.

O artigo mostra como é o mecanismo de atuação da aflatoxina no desenvolvimento do câncer e argumenta sobre os possíveis modos de bloquear esse mecanismo. A aflatoxina é uma substância tóxica produzida por fungos em oleaginosas como o amendoim e as nozes. Sua toxicidade aparece quando ingerida em grandes quantidades (e pelo que sei é cumulativo, pois não eliminamos do organismo), podendo causar câncer no fígado. Durante a colheita e a estocagem, a aflotoxina forma colônias que contaminam o alimento. Há quantidades máximas toleradas pelas legislações de cada país para a presença desta substância nos alimentos, mas a descontaminação acontece pela eliminação dos fungos, o que é um processo caro.
 
Texto da Agência FAPESP
 
Obs.: O acesso ao artigo completo é restrito aos assinantes da publicação.
 

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Erros que ensinam

 
Hermes-Lima, M. et al. What’s on the news? The use of media texts in exams of clinical biochemistry for medical and nutrition students. Biochemistry and Molecular Biology Education.
  
Artigo da Universidade de Brasília (UnB) apresentou metodologia de avaliação do conhecimento em Bioquímica e Biofísica dos alunos de nutrição e medicina, a partir da reflexão sobre textos não científicos publicados em diferentes veículos midiáticos. Esse método avalia não só o conhecimento na área específica, mas também a capacidade de reconhecer erros sobre esse conhecimento, arguir criticamente e aplicá-lo, o que é o ponto alto e mais difícil no processo educacional.

Texto da Agência FAPESP.
   
Obs.: O acesso ao artigo completo é restrito aos assinantes da publicação. Em www3.interscience.wiley.com 
  

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Plantas para reduzir o ozônio em ambientes fechados

  
Heather L. Papinchak, E. Jay Holcomb, Teodora Orendovici Best and Dennis R. Decoteau. Effectiveness of Houseplants in Reducing the Indoor Air Pollutant Ozone. HortTechnology 19: 286-290 (2009).

[Efetividade de planntas domésticas na redução de ozônio interno] (tradução livre).

Segundo os pesquisadores, diversos tipos de impressoras, fotocopiadoras, luzes ultravioleta e alguns sistemas de purificação do ar levam a formação de ozônio dentro de ambientes fechados, como escritórios e nosssa casa. Neste estudo observaram que acrescentar algumas plantas na decoração ajudou a reduzir os niveis de ozônio nestes ambientes. Utilizaram plantas como a espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), o clorofito (Chlorophytum comosum) e a jiboia (Epipremnum aureum), que têm rica folhagem e são de fácil manutenção.

Obs.: O acesso ao artigo completo é restrito aos assinantes da publicação.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Atividade física e controle da fome

  
Estudo da UNICAMP mostra o aumento da sensibilidade do cérebro a hormônios que controlam a ingestão alimentar com atividade física.
 
Texto da Agência FAPESP.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dieta e aterosclerose

  
Foo, S.Y. et al. Vascular effects of a low-carbohydrate high-protein diet. Proceedings of the National Academy of Sciences. August, 2009 (Published online before print August 24, 2009, doi: 10.1073/pnas.0907995106).

[Efeitos vasculares da dieta pobre em carboidrato e rica em proteínas] (tradução livre).

Um assunto que virou panacéia na década de 90 e ainda permanece da mídia: a dieta das proteínas. O estudo é americano, os autores são de Harvard e também do Hospital Geral de Massachusetts.

Resumo

Na busca de soluções para reduzir os riscos causados pela obesidade, muitas dietas restritivas são propostas sem uma real avaliação prévia dos efeitos colaterais e a longo prazo, bem como dos benefícios efetivos na redução de riscos. Pouco se sabe cientificamente sobre esses efeitos das dietas que restringem o consumo de carboidratos e aumentam o de proteínas e gorduras na saúde humana. Em especial, na saúde cardiovascular. Neste trabalho foram observados camundongos alimentados com dietas com menores quantidades de carboidratos e maiores de protéinas, que foram comparados com camundongos alimentados com uma dieta padrão ou uma dieta ocidental, que contem uma quantidade semelhante de gordura e colesterol que a dieta testada.

Resultados

Os animais alimentados com a dieta pobre em carboidratos e rica em proteínas desenvolveram mais aterosclerose e tiveram a capacidade de gerar novos vasos sangüíneos reduzida devido ao fluxo sangüíneo prejudicado. O mecanismo responsável por esse efeito seria o de redução do nº e atividade de células que são origem aos vasos.

O que podemos aprender com este artigo? (opinião do leitor/tradutor)

Camundongos são diferentes de humanos? Certamente. Mas são eles os animais usados nos modelos experiementais para avaliar tudo antes dos testes em humanos. Se a bioética permite que usemos outros seres vivos para testar algo antes de nós, porque servir de cobaias para substâncias ou dietas malucas sem os devidos estudos experimentais antes?
a

domingo, 16 de agosto de 2009

Açúcar e câncer

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Publicação da Proceedings of the National Academy of Sciences.

O estudo avalia a relação entre glicose e glutamina no desenvolvimento de células tumorais.

Texto da Agência FAPESP. a
 

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Café contra Azheimer

   
Segundo o grupo internacional de pesquisadores, a ingestão de cafeína no início da vida adulta preveniu a manifestação de problemas de memória em camundongos modificados geneticamente para desenvolver sintomas de Alzheimer quando idosos, levando à redução de níveis anormais de placas amiloides – depósitos de proteínas que danificam nervos no cérebro e são características da doença – tanto no sangue como no cérebro de camundongos.
  
Caffeine reverses cognitive impairment and decreases brain amyloid-β levels in aged Alzheimer's disease mice. Journal of Alzheimer's Disease
   
Caffeine suppresses amyloid-β levels in plasma and brain of Alzheimer's disease transgenic mice. Journal of Alzheimer's Disease
 
Obs.: O acesso ao artigo completo é restrito aos assinantes da publicação em http://www.j-alz.com/
 
Texto da Agência FAPESP.
  

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O que são alimentos Transgênicos?

   
Alimento Transgênico tem não absolutamente nada a ver com gordura trans. Mas tem gente que ainda confude. O biólogo pesquisador Victor Augustus Marin explica sob o ponto de vista biológico.
  
Texto da FIOCRUZ.

Sono Criativo


Pesquisa evidencia a importância do sono para a resolução de problemas e para a criatividade.
  
Texto da Agência FAPESP.

terça-feira, 26 de maio de 2009

TV e obesidade


Pesquisa demonstra como anúncios de televisão difundem maus hábitos alimentares.
  
Texto do Canal Ciência.
  

segunda-feira, 25 de maio de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Virus H1N1


Informações do Ministério da Saúde.

Texto da
Agência FAPESP.

Texto da
FIOCRUZ.

Informações da OMS.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Suplemento de vitaminas e exercício físico


Marc Birringer, Michael Kiehntopf, Michael Stumvoll, C. Ronald Kahn, and Matthias Blüher. Antioxidants prevent health-promoting effects of physical exercise in humans. Proceedings of the National Academy of Sciences. May, 2009 (Published online before print May 11, 2009, doi: 10.1073/pnas.0903485106 ).

[Antioxidantes previnem efeitos saudáveis do exercício físico em humanos] (tradução livre).

A Proceedings of the National Academy of Science, apesar de não tão famosa como a Science ou a Nature, é uma publicação científica americana de grande importância. O seu fator de impacto (leitura e citações pelo mundo todo) é de 9.5 além de ser indexada nas bases de dados mais importantes da área, como Pubmed, Medline, ISI Web of Sciences e outros.

Resumo

Este é um artigo muito interessante porque aborda um aspecto pouco divulgado entre os consumidores: os efeitos colaterais da suplementação. É comum praticantes de atividade física fazerem uso de suplementos de vários tipos por seguirem o raciocínio do aumento das necessidades de ingestão em função da atividade física.

Neste artigo, os autores falam do aumento de consumo através da suplementação de vitaminas antioxidantes (vit.C e vit.E). Muitos trabalhos já mostraram que com a atividade física há um aumento da produção das chamadas Espécies Reativas de Oxigênio (ERO), popularmente conhecidas por Radicais Livres. Tratam-se de moléculas instáveis formadas a partir do oxigênio que respiramos a cada segundo. Nestes trabalhos, fala-se do estresse oxidativo resultante da ação dos radicais livres, ou seja, os efeitos negativos dos radicais livres. Como consequência pode-se ter doenças, envelhecimento precoce, câncer, etc... Nestes trabalhos também se fala que nosso organismo mesmo se encarrega de fabricar as defesas a partir dos alimentos ingeridos. Estas defesas são chamadas de antioxidantes e combatem a ação deletéria dos radicais livres. Entretanto, os pesquisadores da área nunca chegaram a um consenso sobre o uso de suplementos de antioxidantes entre os fisicamente ativos, por justamente não conhecerem todos os efeitos possíveis destas substâncias em quantidades aumentadas no organismo humano. Isso ocorre porque as interações dos micronutrientes (vitaminas e minerais), e também de outras substâncias antioxidantes, parecem envolver um nº muito grande de mecanismos bastante complexos.

Por outro lado, pouco chega ao público leigo sobre a importância dos radicais livres em quantidades pequenas em nosso organismo. Participam, por exemplo, no combate a infecções. Neste sentido, estes autores apresentam que a melhora da sensibilidade à insulina, ou seja, a capacidade deste hormônio estimular as células a captar glicose (o que está debilitado nos diabéticos), propiciada pela atividade física, acontece por um mecanismo que envolve a participação dos radicais livres.

A avaliação foi realizada em homens jovens e saudáveis, sedentários e treinados que, após 4 semanas de intervenção de atividade física, foram avaliados em relação aos efeitos da atividade sobre a sensibilidade à insulina.

Resultados

Todos os indivíduos, treinados e sedentários, quando submetidos a exercícios por 4 semanas apresentaram melhoras na sensibilidade ao hormônio. Mostraram também um aumento nos radicais livres que participam do processo de melhora da sensibilidade à insulina e um aumento proporcional das defesas antioxidantes. MAS estes efeitos SOMENTE ocorreram na ausência dos suplementos de antioxidantes (vit.C e vit.E). Ou seja, o aumento das quantidades ingeridas de vitaminas antioxidantes (vit.C e vit.E) anularam os efeitos benéficos da atividade física sobre a sensibilidade à insulina e também sobre a melhora da capacidade antioxidante (as defesas fabricadas pelo próprio organismo).

O que podemos aprender com este artigo? (opinião do leitor/tradutor)

Uma alimentação equilibrada ainda é o melhor remédio. A suplementação deve ser muito bem avaliada em relação à atividade física, saúde e objetivos individuais. Tomar cuidado com modismos e crenças em relação aos suplementos é uma prudência que pode ser a diferença entre a saúde e a doença, uma vez que muito pouco ainda se sabe sobre os efeitos colaterais da ingestão aumentada de muitas destas substâncias. Além disso, os objeivos de um atleta são diferentes dos objetivos do indivíduo que pratica atividade física em busca de saúde! Para saber mais sobre os parâmetros usados pela Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte sobre suplementos nutricionais ver em: Guidelines of the Brazilian Society of Sports Medicine: Dietary changes, fluid replacement, food supplements and drugs: demonstration of ergogenic action and potential health risks. Rev Bras Med Esporte [online]. 2003, vol.9, n.2, pp. 57-68.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Latin, inglês, educação e conhecimento


A Degree in English (um diplona em inglês) - The New York Times 05/15/2009. Este não é um artigo científico. Trata-se de um texto publicado no jornal estadosunidense, New Yok Times, escrito por Christopher Francese, professor de estudos clássicos na Universidade de Dickinson.

Após discursar sobre a questão do uso do Latin nos diplomas dos graduados de algumas universidades norte-americanas, ele cita a seguinte frase: "A educação é mais que um símbolo de status". A idéia já é bem objetiva, mas ele ainda completa dizendo (...) "trata-se do desenvolvimento do uso social e intelectual através da comunicação clara de informações e idéias".

Ele resume em poucas e curtas palavras o que sempre vou sugerir em todas as esferas que puder atuar, e objetivo deste espaço: direito ao conhecimento e uso adequado dele. Gosto de pensar que isso significa acesso livre à produção científica (leia-se publicações resultantes) que deveria fazer parte da educação em nosso país. Pra todos. Afinal quem financia isso tudo?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Lesões em corredores de rua


Adriano Akira Ferreira Hino; Rodrigo Siqueira Reis; Ciro Romélio Rodriguez-Añez; Rogério César Fermino; Prevalência de Lesões em Corredores de Rua e Fatores Associados. Rev Bras Med Esporte – Vol. 15, No 1 – Jan/Fev, 2009.


Este artigo é da Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Trata-se de uma publicação brasileira e em português classificada pela CAPES como B1, em uma escala que vai de A1 à C3.

Resumo

Os autores avaliaram lesões (qualquer dor ou agravo que tenha limitado ou afastado a participação do atleta em treinos e/ou competições) em indivíduos praticantes e treinados em corrida de rua.

A presença de lesões nos últimos seis meses foi de 28,5% (29,8 e 23,9% para homens e mulheres, respectivamente). Nenhuma das variáveis investigadas (idade, renda, índice de massa corporal - IMC, volume de treinamento, treinar com orientação profissional) apresentou associação com o relato de lesões. No entanto, pode-se observar que a maior prevalência de lesões foi observada na faixa etária dos 30,1 aos 45 anos (32,8%), para aqueles com sobrepeso/obesidade (35,2%), para mulheres que treinam mais do que 30 min/dia (31,3%) e homens que treinam mais que 60 min/dia (34,2%).

A maior parte dos indivíduos lesionados (60,5%) permaneceu menos de três meses afastada, sendo maior a probabilidade dessa ocorrência para aqueles com volumes de treino entre 31 e 60 min/dia (os maiores volumes).

No entanto, quando os aspectos de treinamento foram analisados como variáveis independentes, ou seja, os calculo feitos com uma variável de cada vez, observou-se maior probabilidade de afastamento (superior a três meses) entre os indivíduos que apresentaram volumes de treinamento de 31 a 60 min/dia, comparados com aqueles que treinavam com menor volume (até 30 min/dia). Contudo, quando a análise foi ajustada ao sexo, à idade e ao IMC, a associação não foi significativa. O treinamento acompanhado por profissionais não foi associado a menor risco de afastamento provocado por lesões inferior a três meses.

Conclusões do artigo


A prevalência de lesões foi de aproximadamente 1/3 nos homens e 1/4 nas mulheres. As variáveis investigadas não apresentaram associação com a presença de lesões entre os participantes de corrida de rua e a gravidade destas está associada ao volume de treino.

O que podemos aprender com este artigo? (opinião do leitor/tradutor)

Trata-se de um trabalho realizado diretamente com individuos praticantes de uma determinada modalidade. Sendo assim, reflete as características de um grupo específico (295 corredores de Curitiba). Então, não podemos esquecer que a diversidade é uma das características do ser humano. Mas trata-se de um bom indicador de pontos que não podem ser esquecidos por quem pratica atividade física e, neste grupo específico, a corrida de rua: o volume do treinamento. A velha máxima da sabedoria popular, neste caso, pode ser mudada ligeiramente: bom senso não faz mal e, inclusive, faz bem a saúde. Já em relação a não haver menos riscos com aqueles que treinam sob orientação de um profissional da área, o bom senso também poderia fazer bem, uma vez que em outros grupos populacionais, de corredores inclusive, o risco pode ser diferente ou ainda a qualidade do profissional também (notem que isso não foi avaliado neste trabalho!!).

terça-feira, 12 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nitritos e Nitratos


   
John S Griesenbeck, Michelle D Steck, John C Huber Jr, Joseph R Sharkey, Antonio A Rene and Jean D Brender. Development of estimates of dietary nitrates, nitrites, and nitrosamines for use with the short willet food frequency questionnaire. Nutrition Journal 2009, 8:16.
   
[Desenvolvimento de estimativas dietéticas de nitratos, nitritos e nitrosaminas para uso do questionário de frequência alimentar] (tradução livre).
   
Resumo
   
Este artigo aborda a necessidade de se determinar as quantidades de nitratos, nitritos e nitrosaminas nos alimentos consumidos diariamente nos EUA uma vez que estudos anteriores já mostraram que estes elementos têm papel na formação de problemas na gravidez e também doenças crônicas como o câncer. O estudo usou tabelas de pesquisas anteriores.
   
Por que nos preocupar com estes componentes em nossa dieta?

Além de inerentes a todas as plantas, estes elementos podem aumentar nos vegetais e na água quando contaminados por fertilizantes, lixo animal e humano. No entanto, são largamente utilizados pela indústria alimentícia como conservantes ou métodos de processamento de preparo (carnes curadas, bebidas como cervejas, vinhos e sucos, peixes defumados, cereais, assados, embutidos, enlatados, laticínios, etc...). Práticas comuns há séculos. Além destas fontes alimentares, ainda podemos ingerir nitratos, nitritos e nitrosaminas através dos produtos do fumo (cigarros e afins), cosméticos ou exposição ocupacional em indústrias de látex, borracha, combustíveis ou de curtumes.

Por que estas substâncias são tão perigosas?


O motivo é que dão origem a componetes (N-nitrosos) que podem alterar a expressão genética, ou seja, são tóxicos aos genes durante sua atividade na formação de tecidos em modelo experimental (em animais). E quando temos alteração na atividade de nossos genes há má formação da célula, do tecido e do órgão levando ao seu funcionamento inadequado. O câncer pode ser um dos resultados deste mal funcionamento, devido à reprodução inadequada das células, o que gera inúmeros problemas que podem levar a morte.

É possível neutralizar esses efeitos negativos?

A ingestão de vitamina C, e possivelmente, de vitamina E e pectina (um tipo de fibra) junto a estas substâncias podem inibir a formação dos compostos tóxicos. O que explicaria os menores danos devido à ingestão de vegetais que contém quantidades maiores destes elementos mas também maiores quantidades de vitaminas e fibras.

Resultados

Os vegetais (espinafre e abóbora) mostraram os maiores valores de nitratos. Carnes (vaca, carneiro, porco, fígado) e feijões apresentaram os maiores valores para nitritos. E laticínios e carnes apresentaram os maiores valores para nitrosaminas.

O que podemos aprender com este artigo? (opinião do leitor/tradutor)

Trata-se de um artigo de compilação de avaliações quantitativas destas substâncias nos alimentos. Assim, para refletir mais sobre seus efeitos sobre nossa saúde, seria necessário lermos outros tantos com objetivos específicos em relação a isso. No entanto, podemos notar a preocupação da comunidade científica em conhecer as doses diárias de nitratos, nitritos e nitrosaminas as quais a população americana está exposta. Certamente por estarem presentes em muitos alimentos que formam a base da dieta desta população, o que pode nos ajudar a pensar em nos informarmos mais sobre os riscos da ingestão exagerada destes alimentos.